Classificado como um tipo de pavimento
semi-rígido, o pavimento intertravado com blocos
pré-moldados de concreto permite a execução
de reparos sem deixar marcas. Trata-se de uma excelente
alternativa, tanto do ponto de vista técnico quanto
econômico, além de ser uma opção
intermediária entre os pavimentos rígidos e
flexíveis.

A superfície da pavimentação
intertravada é
antiderrapante, proporcionando maior
segurança em trechos com rampas ou curvas, principalmente
quando a pista estiver molhada. Possui ainda grande poder de
difusão da luz solar ou artificial
(iluminação pública), apresentando menor
temperatura superficial durante o dia e melhor
condição de visibilidade à noite.
Além disso, se destaca pela grande facilidade e velocidade
de execução. Os serviços de
manutenção são simples, bastando a
remoção localizada das peças,
recuperação do trecho danificado (recalque do
subleito, vazamento de tubulações de água,
etc.), e reposição das peças.
Despesas com operações de tapa-buracos,
recapeamento e selagens de trincas não existem como ocorre
com outros tipos de pavimentos. As ferramentas utilizadas tanto
no processo de execução quanto no de
manutenção são simples, entre elas:
compactador vibratório portátil (tipo placa
vibratória), pá, vassoura, gabarito de madeira,
etc.

Indicado para pavimentos sob os quais se instalarão,
posteriormente, redes de água, esgoto e telefone;
áreas sujeitas à execução de
manutenção subterrânea, entre outros, o piso
intertravado ainda pode ser fornecido em vários modelos,
espessuras e cores, se enquadrando dentro dos padrões
técnicos e estéticos requeridos em projeto.
Trata-se, portanto, de uma alternativa a ser considerada por
administradores públicos e privados, projetistas,
consultores e empreiteiros, bem como por qualquer pessoa
envolvida na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados
nos mais diversos campos de aplicação. Na
próxima página você vai entender o motivo
pelo qual o piso intertravado é considerado
ecológico.
A escassez de água no meio ambiente e as formas de
garantir o melhor aproveitamento desse recurso, são alguns
dos temas mais discutidos em todo planeta. A Unesco
(Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura) afirmou que nos
próximos cinqüenta anos, os problemas relacionados
com a falta de água afetarão todas as pessoas no
mundo. Uma das causas é a ação
predatória do homem, que continua a intervir no ciclo
hidrológico, o que acaba por contribuir na
intensificação dos desastres naturais, seja com o
desmatamento ou até mesmo pela
impermeabilização do solo através da
pavimentação de grandes áreas.
Ao longo dos anos, muitos fatores vêm modificando as
exigências da gestão municipal, impondo a busca de
novas soluções que sejam, ao mesmo tempo,
práticas e capazes de agregar outros valores para a
economia do município e para a vida dos contribuintes. A
exemplo disso, a Prefeitura de Belo Horizonte fez algumas
alterações na Lei de Parcelamento,
Ocupação e Uso do Solo do Município, que
aprovaram mudanças que vêm de encontro às
necessidades da sociedade e da cidade, em se adaptarem à
dinâmica urbana e às conseqüências deste
crescimento.
Segundo a referida Lei, as vias públicas deverão
ser pavimentadas com revestimentos que tenham
maior capacidade
de permeabilização, o que irá garantir
através de medidas adequadas de planejamento de uso e
ocupação do ambiente, os recursos hídricos
na quantidade necessária e na qualidade desejada aos seus
diversos usos.
Os blocos de concreto para pavimentação permitem a
perfeita drenagem das águas de chuva e, ao mesmo tempo,
evitam a impermeabilização do solo, pois as juntas
entre as peças possibilitam a infiltração de
uma parcela das águas incidentes, amenizando desta
maneira, o impacto ambiental. É considerado, portanto, um
piso
ecologicamente correto.